06 November, 2008

LÍQUIDA COMPARAÇÃO

LÍQUIDA COMPARAÇÃO

Não importa o tamanho da saudade.
Carrego todos em meu coração.

É difícil deter
a força de um rio,
mais difícil é deter
essa lembrança, essa lembrança
que escapa das páginas
do meu pensamento...

É muito mais díficil
conter em si
a grandeza de um rio que extravassa,
por isso mesmo que carrego dentro de mim
a água desse instante.
Pois um rio se forma aos poucos.
Gota a gota, talvez...

O tamanho da saudade é esse rio,
esse rio que não posso deter.
Se é grande ou pequeno,
pouco importa... eu carrego.

Eu carrego tudo em meu coração,
até mesmo a água que não quero:
A lágrima de um adeus inesperado,
no oceano de dores desse peito.
Mas como toda a água, mesmo podre,
evapora, esse oceano de dores
evaporará.

2 comments:

Slash said...

Muito bom!
E viva o metaforismo! Como é bom poder dizer tantas coisas, quando aparentemente, não estamos dizendo nada com nada! rsrsrs

Parabéns pelo texto, Chicão! Mais um excelente!

Continue escrevendo...
Abraço!

Altair Batista said...

Hey Francisco!

Belos poemas, meu brother!
Gostaria de publicar este aqui no meu bloguinho, posso? (http://olentoalento.blogspot.com)
Grande abraço!

Altair