01 June, 2013

O ARQUEIRO E A ESCRAVA


No intervalo entre minha morte e o Juízo Final
eu ouvi seu riso mais de perto e me libertei.

Me libertei e resolvi te aprisionar
á mesma arvore onde eu estive,
onde eu estive e agonizei.

Lancei uma flecha.
Zombaste de minha pontaria.

A muito custo acertei tua alma.

Choraste no mesmo tom do meu grito.
Tuas lágrimas não me convenceram.
Senti que, assim como eu, precisavas morrer.

Precisavas da mesma libertação que eu tive.

E veio a manhã.

Caminhaste em direção ao sol.
Fiz um caminho sobre teus rastros
Mas minha ultima flecha te acompanhou...

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